5 de fevereiro de 2010

Quadros de Bob Dylan serão expostos em Londres

Uma nova exposição de quadros pintados pelo cantor e compositor americano Bob Dylan será inaugurada no próximo dia 13, na Halcyon Gallery, em Londres. De acordo com o site “Spinner”, mais de cem trabalhos do músico serão exibidos, incluindo 30 obras inéditas.



Batizada de “Bob Dylan on canvas”, a seleção é baseada no livro “Drawn blank”, Publicado em 1994, reúne obras do cantor entre 1989 e 1992.

“Só pinto o que me interessa. Fileiras de casas, pomares, troncos de árvores... pode ser qualquer coisa. Posso transformar um cesto de frutas num drama de vida ou morte”, explicou o cantor.

Dylan também costuma retratar mulheres de uma forma toda especial. “São figuras poderosas. É dessa forma que procuro colocá-las nos meus quadros”, disse.

Os dotes de Dylan como pintor vêm desde os anos 60, quando o cantor ilustrou a capa dos próprios álbuns "Self portrait" e "Planet waves", e "Music from Big Pink”, do grupo norte-americano The Band.

A primeira exibição de suas pinturas aconteceu durante uma pequena mostra na Alemanha, em 2007, que posteriormente seguiu para Londres no ano seguinte.

G1

4 de fevereiro de 2010

Jornal londrino que virou gratuito vê número de leitores quase triplicar10

O jornal London Evening Standard, que virou gratuito em outubro, viu o número de leitores duplicar - quase triplicar - nos últimos 3 meses do ano. De 550 mil em meses anteriores para 1,37 milhao, o que dá uma média de 2,3 leitores para cada uma das 600 mil cópias do título distribuídas na cidade.
Fonte aqui

Leilão em Londres vende Picasso por US$ 12 milhões

LONDRES - A obra "Cabeça de Mulher (Jacqueline)" de Pablo Picasso, um retrato de sua esposa Jacqueline pintado em 1963, foi vendido nesta quarta, 3, na casa Christie's de Londres por mais de US$ 12,9 milhões (9 milhões de euros), em um leilão na qual a artista futurista russa Natalia Gontcharova bateu recorde mundial.



"Cabeça de Mulher", que não era exposta desde 1967, foi vendida pelo dobro do preço previsto. Pablo Picasso (1881-1973) pintou o quadro após dois anos de casamento com Jacqueline, sua última esposa e também sua musa.

No leilão, outro quadro de Picasso, "Homem Sentado em uma Cadeira" (1956) foi vendido por US$ 9,7 milhões (7 milhões de euros).

Uma das obras que mais chamaram mais atenção foi a arte impressionista "Espanhola", de Natalia Gontcharova (1881-1962), que foi vendida por US$ 10,2 milhões (7,3 milhões de euros), um recorde mundial para a artista e o maior preço pago em um leilão por uma obra confeccionada por uma mulher.

O leilão ainda vendeu obras de Kees Van Dongen e de Matissse.

Na temporada de leilões a Sotheby's vai colocar à venda obras de Gustav Klimt, Paul Cézanne e Alberto Giacometti.

Estadão

Acho que nunca vou entender de arte.
Ah, e pra quem não sabe o nome completo de Picasso é "Pablo Diego José Francisco de Paula Juan Nepomuceno María de los Remedios Cipriano de la Santísima Trinidad Ruiz y Picasso"

2 de fevereiro de 2010

Campanha na Inglaterra quer acabar com os press releases irrelevantes

A campanha An Inconvenient PR Truth, lançada no mercado de relaçoes públicas na Inglaterra, pede o fim dos press releases irrelevantes. O objetivo é reduzir "a poluiçao que chega ao inbox de jornalistas e blogueiros". A iniciativa inclui uma Declaraçao de Direitos, na verdade uma lista de diretrizes muito útil. A recomendaçao nº 4 sugere - "Leia a publicaçao - Antes de enviar qualquer comunicaçao, o profissional de RP primeiro tem que pesquisar a área de interesse do destinatário e ler a publicaçao ou as matérias que ele escreve para assegurar que o conteudo seja relevante". Segundo o Journalism.co.uk, a campanha é baseada numa pesquisa que indica que 1,7 bilhao de press releases irrelevantes sao enviados por email a cada ano para jornalistas na Inglaterra e nos EUA. Estao por tras da iniciativa os sites TrustedReviews e Pocket-lint.com e o serviço de distribuiçao de press releases the Press Dispensary.

1 de fevereiro de 2010

Fracassa suicídio homeopático de céticos britânicos


Precisamente às 10:23 da manhã do último dia 30 de janeiro, mais de 400 céticos britânicos ingeriram quantidades maciças de remédios homeopáticos buscando uma “overdose” que, se a homeopatia funcionasse, deveria ter causado sérias consequências. Felizmente, como se queria demonstrar, todos saíram ilesos deste protesto público contra a venda de “remédios” homeopáticos que não possuem qualquer efeito comprovado além do placebo. Uma overdose de pílulas de açúcar não tem efeito maior do que uma bala. De doce, claro.
“Pensamos que não se deveria vender pílulas de açúcar a pessoas que estão doentes. A homeopatia nunca funciona melhor que um placebo. Os remédios são tão diluídos que não há nada neles”, declarou Michael Marshall, da Sociedade de Céticos de Merseyside. E nestas declarações, Marshall estava incrivelmente apenas repetindo as declarações de quem vende tais produtos e mesmo daqueles que os receitam. Explica-se.
Um dos principais alvos da campanha 10:23 foi a cadeia de farmácias “Boots”, que oferece produtos homeopáticos em suas prateleiras lado a lado com remédios que realmente possuem algum efeito. O mais impressionante é que há meses o principal responsável pela rede de farmácias, Paul Bennett, já havia admitido que os produtos são vendidos porque são populares, e não porque sejam efetivos no tratamento de qualquer doença.
“Não tenho nenhuma prova de que esses produtos funcionam. Trata-se da livre escolha do consumidor, e um grande número de nossos clientes crêem que são eficazes”, declarou ao Comitê de Ciência e Tecnologia à Câmara dos Comuns em Londres. A rede de farmácias parece feliz em respeitar a livre escolha de seus clientes quando isto significa lucrar vendendo produtos que não funcionam.
Em resposta ao protesto cético contra a venda de produtos inócuos a consumidores incautos, mesmo o Conselho de Homeopatas da Nova Zelândia já foi forçado a reconhecer que seus produtos não contêm “substâncias materiais”. A porta-voz do conselho, Mary Glaisyer, admitiu publicamente que “não resta nenhuma molécula da substância original”. É reconhecidamente apenas água ou açúcar. Vale repetir, como Bennett reconheceu, sem nenhum efeito comprovado.
Mesmo antes da demonstração cética, um episódio no início de dezembro de 2009 que poderia ser trágico terminou cômico quando a filha do músico Billy Joel, Alexa Ray Joel, tentou se suicidar tomando uma overdose de remédios. O detalhe é que as pílulas eram de “Traumeel”, um produto homeopático para tratar dor nas articulações. Alexa Ray Joel ligou para a emergência e foi rapidamente tratada, mas ainda que não o fosse “nada iria acontecer porque não há nada [no produto]”, disse o Dr. Lewis Nelson, toxicologista do Centro Médico da Universidade de Nova Iorque. Mal sabia ela que estava comprovando a ineficácia dos produtos homeopáticos.
A ausência de qualquer efeito, mesmo em “overdoses” como as ingeridas pelos céticos britânicos, pode soar mesmo benéfica para alguns, já que pelo efeito placebo muitos dizem sentir-se melhores. Tentativas de suicídio que terminam cômicas… que mal haveria na homeopatia? Isto é, além de sustentar uma indústria multimilionária feliz em cobrar altos valores por produtos sem qualquer eficácia real?
Resulta que há prejuízo social muito concreto, incluindo sofrimento e mortes desnecessárias nada engraçadas.
Como relata o jornalista Simon Singh, homeopatas podem oferecer aconselhamento de saúde claramente nocivo. Questionados sobre se pais deveriam imunizar seus filhos com a vacina tríplice, de 168 homeopatas consultados, 77 responderam mas apenas dois indicaram a vacinação. “É evidente que a enorme maioria dos homeopatas não encoraja a imunização”. Aconselhamentos infelizes como estes contribuíram para o ressurgimento de surtos de sarampo em vários países, incluindo o próprio Reino Unido, onde recentemente os casos passaram de dezenas para milhares.
Vale notar que o surgimento destas milhares de crianças afligidas pela doença muito real e facilmente prevenível está relacionado também com um estudo de 1998 extremamente deficiente supostamente associando a vacina tríplice ao autismo. Andrew Wakefield, autor do trabalho original que espalhou medo e contribuiu para reduzir o número de crianças vacinadas, foi recentemente julgado pelo Conselho Geral de Medicina britânico como tendo agido de forma “desonesta e irresponsável”, com “notório desprezo” às crianças que foram sujeitos de sua pesquisa.
Seria cômico se não fosse trágico: não só seus resultados não puderam ser reproduzidos por ninguém, havendo indicações de que Wakefield os fraudou. Também se descobriu que o médico estava em verdade tentando patentear sua própria vacina tríplice alternativa, além de ser pago para depor em um julgamento defendendo a ligação da vacina tradicional ao autismo, com algumas das crianças em seu estudo sendo filhas dos mesmos pais envolvidos na ação judicial.
Tudo indica que o suposto médico contra as vacinas queria apenas vender suas próprias vacinas. A saúde pública, o bem-estar de milhões de crianças não foi sua principal preocupação, e como consequência, a taxa de imunização caiu e mais de mil doentes ao ano surgiram onde antes surgia apenas um punhado.
A vacina tríplice é segura e múltiplos estudos independentes da Polônia, Dinamarca, Finlândia, o próprio Reino Unido e Japão provam que e não possui qualquer relação com o autismo – no Japão, a tríplice foi interrompida após 1993, sem qualquer feito sobre os índices de autismo.
Não muito diferentes de Wakefield, as farmácias que produzem e vendem produtos homeopáticos não são iniciativas corajosas contra as grandes indústrias farmacêuticas. Ao invés, a indústria homeopática está mais do que feliz em lucrar com aquilo que não possui efeito comprovado, e reconhecidamente não possui qualquer substância ativa. A medicina alternativa é em grande parte apenas uma forma alternativa de lucrar com doentes sem esperança.
O que só se torna mais revoltante nos casos em que tais doentes podem encontrar esperanças concretas de prevenção e cura na medicina “convencional”. Indo desde a vacinação, um dos mais poderosos recursos médicos a controlar e erradicar moléstias da paralisia infantil à varíola, até casos como o de Daniel Hauser, felizmente curado do câncer pela medicina, ou o de Gloria Sam, infelizmente morta através da homeopatia.
Nada cômico.

Cigarro sem glamour


O governo inglês estuda a possibilidade de exigir que fabricantes de cigarro alterem completamente as embalagens de seus produtos.

Elas teriam que vir sem o logo, as cores ou qualquer elemento gráfico – apenas com o nome da marca.

A iniciativa pretende acabar com o que ainda resta da imagem de glamour associada aos cigarros e reduzir pela metade o número de fumantes no país em 10 anos.
Fonte aqui